III CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

"A gente não quer só comida a gente quer comida, diversão e arte..."

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"Por um Desenvolvimento Sustentável com Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional"

03 a 06 de julho de 2007

Fortaleza - CE

 

Objetivo

Construção do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Objetivos Específicos

Propor:

diretrizes de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional como eixos estratégicos para o desenvolvimento com sustentabilidade;
bases para o marco regulatório e implementação do SISAN com vistas a assegurar o direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade.
diretrizes, eixos e prioridades da Política e do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional;
orientações para que o Estado Brasileiro promova sua soberania alimentar e contribua para a realização do direito humano à alimentação adequada no plano internacional.

Etapas

A III Conferência Nacional será a etapa final de um processo iniciado pelos municípios e estados com a realização de conferências municipais e estaduais.

Prazos:

I. Etapa Municipal e Sub-Regional - a partir de outubro de 2006 até fevereiro e março de 2007.

II. Etapa Estadual - até 31 de março de 2007.

III. Etapa Nacional - de 22 a 25 de maio de 2007.

O processo pretende ser o mais participativo possível, envolvendo municípios e estados. Para a realização da Conferência Nacional, o imprescindível é que as conferências estaduais enviem no prazo os nomes e dados dos (as) delegados (as) e as contribuições para o documento base, conforme o regimento.

Cada Consea Estadual deve definir qual a melhor forma de realizar o processo preparatório da sua Conferência Estadual. Alguns estados realizarão Conferências Municipais, outros estão optando por Conferências Sub-regionais, reunindo municípios próximos.

Eixos Temáticos

Para atender aos objetivos, foram definidos três eixos temáticos:

Segurança Alimentar e Nutricional nas estratégias de desenvolvimento;

Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional;

Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

 
O debate sobre esses eixos será permeado pelas seguintes premissas:


eqüidade;

diversidade;

sustentabilidade;

soberania alimentar;

direito humano à alimentação adequada;

participação e controle social;

descentralização;

intersetorialidade.

Participantes

A III Conferência Nacional terá cerca de 2.000 participantes, entre delegados (as), convidados (as) e observadores (as). Serão 1.634 delegados (as), com direito a voz e voto.

Critérios para a definição do número de delegados:

1. 234 delegados (as) natos (as):

84 conselheiros (as) da sociedade civil (titulares e suplentes) do CONSEA Nacional;

34 conselheiros (as) governamentais (titulares e suplentes) do CONSEA Nacional;

116 representantes governamentais indicados pelo Governo Federal;

2. 1.400 delegados (as) estaduais eleitos (as) nas respectivas Conferências, assim distribuídos:

A definição sobre o número de delegados (as) de cada estado resultou das seguintes ponderações:

número mínimo de delegados por Unidade da Federação (UF). Cada UF (Estados e Distrito Federal) tem um número mínimo de 16 delegados/as, representando um total de 30% do total de delegados/as estaduais.

população total dos Estados e Distrito Federal. 30% do total de delegados/as estaduais distribuídos de forma proporcional à população total de cada Estado (segundo Estimativa do IBGE - 2005).

insegurança alimentar. 20% dos/as delegados/as estaduais distribuídos/as segundo a incidência, nos Estados, da população em situação de insegurança alimentar leve, moderada ou grave (segundo dados da PNAD 2004, com maior peso para a insegurança alimentar grave, depois à moderada e menor peso à leve).

cotas por raça e etnia. Reafirmando a prioridade do CONSEA para os segmentos da sociedade mais sujeitos à insegurança alimentar e nutricional, as delegações estaduais deverão contemplar representantes dos povos indígenas e da população negra, em destaque para quilombolas e comunidades de terreiro. Para isso, pelo menos 20% do total de delegados estaduais serão representantes desses segmentos da população brasileira, sendo esse total de cotas distribuído da seguinte forma: 20% deverão ser representantes dos povos indígenas; 20% de quilombolas; 20% de comunidades de terreiro; e 40% de negros. O número de cotas desses segmentos em cada Estado foi calculado a partir de dados estatísticos e informações de órgãos federais.

Recomenda-se que, na escolha dos delegados estaduais, sejam contemplados representantes de comunidades tradicionais presentes no Estado. Entende-se o conceito de povos e comunidades tradicionais da seguinte forma: "os povos e comunidades tradicionais são culturalmente diferenciados e se reconhecem como tais; possuem formas próprias de organização social, ocupam e usam o território e recursos naturais para sua reprodução social e econômica utilizando inovações e práticas geradas e transmitidas pela tradição". São consideradas comunidades tradicionais os extrativistas, seringueiros, ribeirinhos, quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, geraizeiros, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, caiçaras, ciganos, pomeranos, sertanejos, dentre outros.

Recomenda-se também garantir a participação de representantes de portadores de necessidades especiais, com prioridade para os portadores de necessidades alimentares especiais. Recomenda-se, ainda, que seja valorizada a participação das mulheres nas delegações, em como nas mesas de debate e nas apresentações de experiências nos vários níveis do processo preparatório e na Conferência.

Outros povos e comunidades tradicionais em cada estado
 

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