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INFORMES DO FBSAN – NOTÍCIAS
09 de julho
de 2007
Discurso do
Presidente Lula na III Conferência Nacional
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
discursou na cerimônia de abertura da III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, no dia 03
de julho, em Fortaleza. Evento organizado pelo Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Acesse
o discurso
Fonte: Assessoria de
Comunicação do CONSEA
Presidente
do Consea recebe homenagem da FAO
O
presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Consea), Chico Menezes, recebeu das mãos do
diretor geral da Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO), o senegalês Jacques
Diouf, uma medalha distintiva da instituição.
A
condecoração aconteceu na tarde desta sexta-feira,
durante os trabalhos de encerramento da III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada
no Centro de Convenções de Fortaleza.
"Esta
homenagem que a FAO entrega a Chico Menezes é um
reconhecimento pelo trabalho realizado à frente do
Conselho e pela luta em favor da segurança
alimentar", disse o diretor. "Esta medalha também
é de cada um de vocês", destacou ele, apontando
para o público. Os 1.500 presentes o aplaudiram de pé.
Emocionado,
Chico Menezes endossou as palavras de Jacques Diouf.
"Como disse o diretor, realmente esta medalha é de
todos vocês, cada uma dessas mulheres, cada um desses
homens que fazem parte desse movimento participativo de
construção de políticas públicas".
Fonte:
Assessoria de Comunicação do CONSEA
FAO elogia
participação popular nas conferências
O
diretor geral da Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO), o senegalês Jacques
Diouf, disse que o problema da fome no mundo só pode ser
resolvido com vontade política dos governantes.
"Temos hoje 854 milhões de pessoas passando fome em
todo o mundo", informou ele.
"Apesar
de termos recursos, de termos tecnologias, de termos tudo
isso, ainda temos esse grave problema", afirmou. As
declarações foram dadas em entrevista coletiva na tarde
desta sexta-feira, no Centro de Convenções de Fortaleza,
durante as atividades de encerramento da III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
O
diretor fez elogios ao presidente Lula, ao Brasil e à
Conferência Nacional. "É fato fundamental que o
Brasil é um grande país, com um papel fundamental no cenário
mundial, um país que tem um presidente como Lula, que é
símbolo de combate à fome".
"Achei
esta Conferência um processo bastante democrático, que
envolveu 70 mil pessoas, um fato que dá grande respaldo
político, pelo apoio popular", afirmou. "A FAO
reconhece esses grandes esforços do governo brasileiro,
junto com a sociedade civil, o Consea e outras instituições.
Nós estamos aqui para apoiar essa iniciativa",
concluiu.
Fonte: Assessoria de
Comunicação do CONSEA
06 de julho
de 2007
SEGURANÇA
ALIMENTAR Tema deve ser incluído nas decisões macropolíticas,
cobra Conferência
Conferência Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional, aberta por Lula,
pauta temas polêmicos, como transgênicos, agrocombustíveis
e transposição, e quer mais peso na elaboração das
estratégias nacionais de desenvolvimento.
Verena Glass - Carta Maior
FORTALEZA - A III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, instância
que, dentro da política de macrodebates setoriais do
governo, deve elaborar as propostas relativas às políticas
públicas que garantam a produção e o acesso adequado ao
alimento de qualidade no país, foi aberta no final da tarde
de terça-feira (3) pelo presidente Lula, em
Fortaleza, e está se configurando como um
interessante retrato da relação do governo com a
sociedade civil no quesito políticas sociais.
Para abrir o evento com um
impacto positivo, Lula anunciou duas medidas de
incremento de carros-chefe de sua agenda social: o reajuste
do Bolsa Família em 18,25% ? o valor sobe de R$ 50 para R$
58 ? e a inclusão dos alunos de ensino médio como
beneficiários da merenda escolar. Também prometeu
mais investimentos no programa Luz para Todos, e
garantiu que ?até 2010, vamos acertar com a Funasa (Fundação
Nacional de Saúde) a instalação da rede de esgoto e água
potável em 90% das comunidades indígenas e em pelo
menos metade das terras quilombolas?.
Com cerca de dois mil
participantes de todo o país ? representantes de
diversas organizações ligados ao tema da segurança
alimentar, indígenas, quilombolas, assentados etc ?,
a Conferência recebeu positivamente o discurso do
presidente, mas, de acordo com o documento-base que
pautará os debates do encontro nos próximos três
dias, quer ir muito além das políticas sociais nas negociações
com o governo. Ou seja, o que a Conferência cobra do
Executivo é a incorporação dos objetivos de segurança
alimentar e nutricional na definição da estratégia
nacional de desenvolvimento.
O primeiro princípio a ser
adotado na política nacional de segurança alimentar,
de acordo com o documento do evento, é ?garantir a todos
alimentação adequada e saudável, conceituada como a
realização de um direito humano básico?, que deve
atender aos princípios da variedade, equilíbrio,
moderação e sabor, e ?às formas de produção
ambientalmente sustentáveis, livre de contaminantes físicos,
químicos e biológicos e de organismos geneticamente
modificados?.
Incluída já na conceituação
de ?alimentação adequada?, a rejeição aos transgênicos
é um dos itens que, desde a última Conferência do setor,
ocorrida em 2004, contrapõe a sociedade civil ao governo e
promete esquentar os debates. Neste item específico,
a Conferência quer a revisão da Lei de Biossegurança,
?com impedimento à produção e comercialização de
alimentos transgênicos, uma vez que ameaçam a
soberania alimentar dos povos, causam danos irreversíveis
ao meio ambiente, prejudicam a saúde e inviabilizam a
agricultura familiar, por manter o controle das
sementes nas mão de grandes empresas?.
Outro ponto polêmico no qual
o governo e a Conferência podem se chocar é o
projeto de transposição do São Francisco. Ao mencionar a
questão em seu discurso de abertura, o ministro
Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) recebeu uma
vaia da plenária. O documento base pede um debate
mais amplo e maior investimento na revitalização -
incluindo a realização de um plebiscito no semi-árido
setentrional ?, mas, entre boa parte dos delegados da
Conferência, o posicionamento contrário ao projeto
parece predominante.
Por fim, os agro ou biocombustíveis
também serão um tema polêmico. Cuidadoso, a princípio
o documento-base da Conferência não arrisca um juízo
sobre um possível prejuízo que a produção de alimentos
sofrerá com o incremento do uso do solo agriculturável
na produção de energia, mas cobra um controle dos
acordos bilaterais para que não haja interferência
no abastecimento interno de alimentos. O tema é um dos
principais pontos de debate do evento, que deverá
apresentar, nesta sexta, um posicionamento mais claro.
Peso político
Grosso modo, a Conferência
enfatiza grande parte da demandas dos movimentos
sociais do campo, como mais investimentos na produção
familiar, agroecológica e soberana de alimentos, e reforça
as críticas ao modelo agroindustrial hegemônico no
país, principal responsável pela concentração de
terras e pela exclusão social na área rural.
Em seus discursos, porém, os
membros do governo, como Patrus Ananias e o ministro
Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), apesar de
manifestar apoio a agendas a limitação do tamanho de
terras, a atualização dos índices de produtividade,
a expropriação de terras onde foi detectado trabalho
escravo (Patrus), e críticas ao latifúndio e às
monoculturas (Cassel), advertem que a correlação de forças
externas e internas no governo são o verdadeiro fiel da
balança no estabelecimento das políticas de Estado.
Ou seja, é preciso levar em conta a existência de
interesses conflitantes, e há que se negociar o possível.
É importante que conflitos de
interesses seja explicitados e que não simplifiquemos
os debates. Vamos sonhar alto, mas com os pés no chão?,
advertiu o ministro Patrus. E concluiu: ?O agronegócio
existe e tem poder. Temos que colocar os limites.
Limites são fundamentais, mas não estamos [os
movimentos sociais] sozinhos, existem outros interesses
com poder?.
Questionado sobre o peso real
das deliberações da Conferência na definição de
políticas de Estado, Patrus ponderou que tanto a
Conferência quanto o Conselho Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional (Consea, composto por 17
ministérios e por representantes da sociedade civil,
e responsável pelo encaminhamento das deliberações
da Conferência junto ao Executivo) têm caráter consultivo
e não deliberativo.
O governo tem a
responsabilidade de compor diferentes interesses, e o
Consea não pode substituir os espaços institucionais, como
o Congresso Nacional?, pondera, mas acrescenta: ?o
Consea tem muita força?. Perguntado ainda se,
pessoalmente, enquanto secretário do Consea e
ministro, defenderá as decisões da Conferência no
governo, Patrus afirmou que será um aliado das decisões
dos delegados, preservando, porém, seus
posicionamentos políticos.
Depois da última Conferência,
ocorrida em 2004, movimentos ligados à Via Campesina,
como o MST, deixaram o debate argumentando que o
governo desconsiderou grande parte das deliberações,
principalmente ao legalizar o plantio de culturas
transgênicas, cujo banimento havia sido deliberado na
Conferência.
Membro do Fórum Brasileiro de
Segurança Alimentar e Nutricional e professor da
UFRRJ, o economista Renato Maluf, relator do Consea,
considera o Conselho um espaço em que os conflitos de
interesse do próprio governo são explicitados. No
quesito eficácia, apesar de ter sido eficiente nas
elaborações de propostas, no acolhimento e na execução
das deliberações da sociedade civil, o Consea deixa a
desejar. Segundo Maluf, é possível que a constituição do
Conselho interministerial dê mais agilidade às políticas
de segurança alimentar, uma vez que sua função é
recolher contribuições e propostas de políticas e
transformá-las em programas de governo, mas, sobre as
deliberações da Conferência, o executivo ?pode aceitar ou
não e quem resolve é a política?.
05 de julho
de 2007
José
Graziano fala sobre as prioridades da FAO para a América
Latina
Ex-ministro
da Segurança Alimentar e Combate à Fome no governo Lula,
José Graziano da Silva participa da III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que
acontece até 6 de junho em Fortaleza, como representante
regional da Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês).
Em
entrevista, Graziano apresentou ações elaboradas pela
FAO para erradicação da fome na América Latina e
discutiu as diretrizes para a implantação do biodiesel
no Brasil. Sobre a questão da segurança alimentar, o
ex-ministro afirmou que a FAO defende a implantação de
uma alimentação saudável para a população. "Não
basta apenas quantidade, é preciso qualidade. Isso hoje
é tão importante quanto a falta de comida", disse.
Adital - Quais são as prioridades da FAO
em relação à América Latina?
Graziano
- Trabalhamos hoje com sete prioridades na América
Latina. A primeira delas é a erradicação da fome, à
qual todo o nosso esforço está voltado. Trabalhamos também
com as doenças transfronteiriças. Hoje duas doenças estão
no topo da nossa preocupação: prevenir a gripe aviária
e erradicar a aftosa. Essa última é o nosso maior
problema porque tira mercados da exportação da carne
brasileira, argentina e uruguaia, que são os países que
correspondem a dois terços da carne produzida no mundo.
Tem também a prioridade da bioenergia: desenvolver
programas que não afetem a segurança alimentar e o meio
ambiente. Outra é a preservação da biodiversidade e
recursos genéticos. Temos também o tema da inocuidade
alimentar e da sustentabilidade ambiental: estamos muito
preocupados com o avanço do desmatamento, pois a América
latina é a campeã mundial do desmatamento,
principalmente, pelo avanço da pecuária na Amazônia e
região andina. E, finalmente, a prioridade de
desenvolvimento rural. Metade dos nossos extremamente
pobres vive em zonas rurais e se não tivermos políticas
de desenvolvimento rural, não seremos bem sucedidos na
erradicação da pobreza extrema.
Adital
- Que tipo de ações a FAO está desenvolvendo
para erradicar a fome?
Graziano
- A iniciativa América Latina Sem Fome tem três
componentes. O primeiro deles é a implantação de uma
sensibilização em combate à fome. Os governos precisam
estar atentos a isso. A maior parte deles não tem a fome
como prioridade. A segunda: em sete paises, que são os
mais pobres (Paraguai, Bolívia, Nicarágua, Guatemala,
Haiti, El Salvador e Honduras), temos políticas de
segurança alimentar que são financiados pela FAO. Uma
terceira linha de trabalho que estamos desenvolvendo é a
implantação da institucionalidade. Ajudamos para que
esses países debatam e implantem leis como o Brasil.
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Fonte:
Adital
Rede de
Educação Cidadã fortalece a construção da segurança
alimentar no país
William Bonfim
A
Rede de Educação Cidadã/Talher Nacional, parceira do
Consea Nacional no processo de mobilização para a III
Conferência, marca presença no evento com a presença de
mais de 120 delegados(as) de todo o país e com um stand
onde estão expostos produções sobre as experiências de
educação popular desenvolvidas em todo o país.
O
direito à alimentação é um dos temas trabalhados no
processo educativo desenvolvido pelos educadores(as)
populares com mais de 1.200 entidades, organizações e
movimentos sociais de todo o país que integram a Rede. Uma
das experiências que brotou deste trabalho é a série de
programas de rádio desenvolvida por jovens, cujo tema é
"Vamos lá fazer o que será!", coordenada pelos
educadores populares da Rede na Paraíba.
Além
de trabalhar o conceito de segurança alimentar, numa
linguagem jovem, os programas de rádio esclarecem o que é
e qual o papel do Conselho Nacional de Segurança Alimentar
e Nutricional (Consea) e sobre a Lei de Segurança Alimentar
e Nutricional. Foram envolvidas na produção do CD, as rádios
comunitárias Casa Branca, Independente, Sintonia e Voz
Popular, todas da Paraíba.
No
Acre, a Rede de Educação Cidadã foi uma das pioneiras a
desenvolver um trabalho de controle social da alimentação
escolar servida nas escolas da rede municipal de ensino. Após
criar uma comissão de educadores populares, com o objetivo
de conhecer as condições operacionais do Programa Merenda
Escolar, o grupo visitou 20 escolas. Os(as) educadores(as)
detectaram estoques desordenados de gêneros alimentícios e
produtos com prazo de validade vencido e estragados.
A
partir destas visitas, as sugestões foram encaminhadas à
prefeitura de Rio Branco-AC e a Secretaria Municipal de
Educação passou a fiscalizar mais sistematicamente os
trabalhos de distribuição e armazenamento nas escolas, bem
como a pensar melhor a maneira de preparar e servir esses
alimentos. Também foi incorporada como política de segurança
alimentar e nutricional pelo Consea local e estadual o uso
de produtos regionais na merenda escolar comprados
diretamente da agricultura familiar.
Todas
estas experiências estão sistematizadas na publicação
"Vamos lá Fazer o que Será", que será
apresentada na oficina Educação Popular no fortalecimento
da Segurança Alimentar e Nutricional, que os(as)
educadores(as) da Rede de Educação Cidadã coordenaram,
nesta quarta-feira (4), na sala 26, das 18h30 às 20h30.
Fonte:
Talher Nacional
Presidente
Lula anuncia recomposição para Bolsa Família
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira
(3), o percentual de recomposição de 18,25% para o benefício
pago pelo Programa Bolsa Família e a ampliação do
atendimento da alimentação escolar para estudantes do
ensino médio. As novidades foram anunciadas durante a
solenidade de abertura da III Conferência Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional, no Centro de Convenções
de Fortaleza, Ceará.
Com
o boné verde do evento na cabeça, recebido de uma
delegada participante do encontro, o presidente falou
durante cerca de quinze minutos para uma platéia atenta,
que se manifestou várias vezes a cada referência que
fazia ao direito democrático da reivindicação popular.
Lula esteve acompanhado por ministros, governadores de
Estado e autoridades da área social, entre eles, o
ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
Patrus Ananias, e do presidente do Conselho Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional, Chico Menezes, anfitriões
do evento.
"Até
2010, vamos acertar com a Funasa [Fundação Nacional de
Saúde] a instalação da rede de esgoto e água potável
em 90% das comunidades indígenas e em pelo menos metade
das terras quilombolas", completou. Para as centenas
de delegados participantes da conferência, o presidente
deixou um recado: "Nunca parem de reivindicar, mas não
percam a noção do que já foi conquistado".
Dirigindo-se
ainda ao ministro Patrus Ananias, o presidente garantiu
que não vai faltar direito para comprar alimento.
"Tem que aparecer dinheiro para apoiar os
pequenos", referindo aos recursos de R$ 12 bilhões
anunciados recentemente, em Brasília, destinados ao
investimento na próxima safra.
Lula fez elogios à atuação do ministro Patrus Ananias,
à frente do Ministério do Desenvolvimento e Combate à
Fome, e de Chico Menezes na presidência do Conselho
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
¿O
Patrus, com esse jeitinho mineiro, e o Chico Menezes, que
parece um mineirinho, sabem reivindicar e vêm conseguindo
muitas coisas¿, revelou o presidente. Aos conferencistas,
o presidente Lula fez um menção especial: ¿Nunca parem
de reivindicar, pois no dia em que vocês pararem, nós,
governantes, vamos pensar que já fizemos tudo¿.
No
início do discurso, o presidente recebeu das mãos da
trabalhadora rural, Cláudia Fonseca, uma grande cesta de
alimentos, simbolizando a temática da conferência de
segurança alimentar.
Prestação
de contas - O ministro Patrus Ananias apresentou
um balanço dos programas sociais desenvolvidos pelo MDS,
lembrando que desde o início do governo Lula o combate à
fome e as ações estruturantes de geração de trabalho e
renda sempre estiveram na pauta de prioridades.
Segundo
o presidente do Consea, Chico Menezes, o momento da conferência
é um dos mais importantes e encerra um processo de
construção democrática dos caminhos para combater a
fome e garantir a segurança alimentar e nutricional.
"Mas, ainda temos que estar atentos a questões como
a biosegurança, a regulamentação do Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional e da publicidade de
alimentos", completou, destacando ainda a necessidade
de mais atenção a comunidades indígenas, quilombolas e
populações tradicionais. Menezes também cobrou maior
participação da sociedade civil nas instâncias que
tratam da questão dos alimentos transgênicos.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
04 de julho
de 2007
Agricultura
Familiar tem mais recursos e juros menores
O governo federal destinou
R$ 12 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar
2007/2008 e diminuiu os juros para as linhas de crédito de
custeio, investimento e comercialização do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Os juros caíram para 0,5% até 5,5% ao ano, beneficiando
especialmente as famílias de mais baixa renda.
Serão cerca de 2,2 milhões de famílias acessando o crédito
rural do Pronaf, com aumento médio de 10% nos valores
financiados em relação à safra 2006/2007. Aproximadamente
1,4 milhão de famílias agricultoras, pescadoras,
extrativistas, ribeirinhas, comunidades quilombolas e indígenas
respondem por 77% das ocupações produtivas e empregos no
campo, totalizando 4,1 milhões de unidades de produção.
A meta de assentamentos da reforma agrária para este ano é
de 100 mil famílias e a de beneficiários do Programa de Crédito
Fundiário é de 20 mil famílias em 2007, segundo o
ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
A agricultura familiar representa hoje 85% do total de
estabelecimentos rurais no país, sendo responsável por 60%
dos alimentos que chegam à mesa das famílias brasileiras.
É ainda responsável por 10% do Produto Interno Bruto
(PIB).
O novo plano traz avanços em relação ao anterior. Um
deles é a ampliação dos limites de financiamento, com a
alteração do teto de financiamento de custeio de alguns
grupos. Os aumentos dos limites de financiamento de custeio
são os seguintes: grupo A/C, de R$ 3.000,00 para R$
3.500,00; grupo C, de R$ 4.000,00 para R$ 5.000,00;grupo D,
de R$ 8.000,00 para R$ 10.000,00; no grupo E o teto
permanecerá em R$ 28.000,00 (o governo federal classifica o
agricultor familiar em grupos de financiamento conforme sua
renda bruta anual).
Talvez a forma mais suscinta de dizer é que o enquadramento
do agricultor familiar em grupos de financiamento é
definido através da renda bruta anual deste agricultor
Também foram ampliados os limites de renda para
enquadramento dos agricultores. A partir de agora, a renda
bruta anual familiar de enquadramento passa, no grupo B, de
até R$ 3.000,00 para até R$ 4.000,00; no grupo C, de R$
16.000,00 para R$ 18.000,00; no grupo D, de R$ 45.000,00
para R$ 50.000,00; e no grupo E, de R$ 80.000,00 para R$
110.000,00.
Linha Pronaf ECO
As famílias agricultoras dos grupos C, D e E do Pronaf terão
recursos para implantação ou recuperação de tecnologias
de energia renovável, como a solar, eólica, biomassa,
mini-usinas para biocombustíveis e a substituição da
tecnologia de combustível fóssil para a renovável, nos
equipamentos e máquinas agrícolas. A nova linha ainda
permite o financiamento da silvicultura, ou seja, atividades
florestais utilizadas para produção madeireira e não
madeireira. A linha apresenta juros de 2% ao ano para famílias
agricultoras dos grupos C e D e de 5,5% ao ano
O Ministério do Desenvolvimento Agrário ampliou ainda o
apoio aos agricultores que atuam no setor de combustíveis
renováveis. Foram destinados mais de R$ 10 milhões para as
famílias. Os agricultores também poderão financiar o
cultivo de cana-de-açúcar para a produção de etanol.
Taxas de juros menores
Na safra passada, os juros das linhas de crédito do Pronaf
ficaram entre 1% e 7,25% ao ano. Na safra 2007/2008, os
juros variam de 0,5% até 6% ao ano.
|
Grupo/modalidade
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Juros
safra 2006/07
|
Juros
safra 2007/08
|
Índice
de redução
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Grupo
A investimento
|
1,15%
|
0,5%
|
56%
|
|
Grupo
B investimento
|
1%
|
0,5%
|
50%
|
|
Grupo
C custeio
|
4%
|
3,0%
|
25%
|
|
Grupo
C investimento
|
3%
|
2,0%
|
33%
|
|
Grupo
D custeio
|
4%
|
3,0%
|
25%
|
|
Grupo
D investimento
|
3%
|
2,0%
|
33%
|
|
Grupo
E custeio
|
7,25%
|
5,50%
|
24%
|
|
Grupo
E investimento
|
7,25%
|
5,50%
|
24%
|
Entre
outros benefícios, o aumento do crédito para a diversificação
da produção, mais opções para diversificação de
culturas no seguro da Agricultura Familiar (Seaf), maior
apoio aos produtores de leite cooperativados, mais recursos
para o Programa de Aquisição de alimentos, ampliação da
faixa etária do Pronaf Jovem, mais facilidade no acesso ao
Pronaf Mulher para as assentadas de reforma agrária e
beneficiárias do crédito fundiário.
02 de julho
de 2007
LEIA
O INFORMATIVO FBSAN
Patrus
Ananias vai à abertura da III Conferência Nacional de
Segurança Alimentar
O
ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
Patrus Ananias, participa, nesta terça-feira (03/07), às
18 horas, em Fortaleza (CE), da abertura da III Conferência
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, na qual
também estará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Promovido pelo MDS e pelo Conselho Nacional de Segurança
Alimentar (Consea), o evento reunirá, até o próximo sábado
(06), cerca de duas mil pessoas, entre especialistas,
representantes de governos, entidades, conselhos e
organizações da sociedade civil, além de convidados
internacionais de diversos países.
Antes
da abertura da conferência, na manhã da terça-feira
(03), a partir das 10h, o ministro Patrus participará do
evento de recepção das autoridades estrangeiras no salão
Magenta do Hotel Gran Marquise, na Praia de Mucuripe. Ao
lado do presidente do Consea, Chico Menezes, do embaixador
do Brasil na FAO, José Antonio Marcondes de Carvalho, e
do representante regional da FAO para a América Latina e
o Caribe, José Graziano, o ministro Patrus Ananias falará
da experiência brasileira na área de segurança
alimentar para cerca de 65 representantes de diversos países.
Os
representantes estrangeiros vêm de nações como Moçambique,
India, Angola, Suíça, Chipre, Bolívia, Guiné Bissau,
Itália, Argentina, México, Peru, Portugal, Nicarágua,
Chile e Espanha, entre outros. Estarão presentes o
diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf; a
diretora da Unidade sobre Direito à Alimentação da FAO,
Bárbara Ekwall; o representante da FAO no Brasil, José
Carlos Tubino e o deputado mexicano Victor Carrera, além
de representantes da Rede Latino Americana e do Caribe de
Segurança Alimentar e Desenvolvimento Sustentável
(RedLayc). A solenidade de recepção terminará com uma
apresentação dos objetivos, conteúdo e dinâmica da
conferência.
Às
11h30, no salão Áurea do hotel Gran Marquise, o ministro
dará entrevista coletiva à imprensa.
Às
14h30, no salão Argentea do Hotel Gran Marquise, o
ministro participará da Reunião de Trabalho da
Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome:
"Direito Humano à Alimentação: Desafios na
implementação das leis de Segurança Alimentar e
Nutricional", promovida pela FAO. Estarão presentes
representantes de entidades oficiais internacionais e
autoridades nacionais convidadas com o objetivo de
promover a troca de experiências entre países que
possuem leis ou regulamentos de segurança alimentar e
nutricional.
Na
quarta-feira (04/07), às 8h30, no Centro de Convenções
da capital cearense, o ministro Patrus participará de um
dos painéis da conferência que debaterá o tema
"Soberania e Segurança Alimentar nas estratégias de
desenvolvimento". Após o painel, que termina às
11h30, o ministro retorna a Brasília.
Objetivos
da Conferência>>
Informações
para a imprensa
Roberta Caldo / Patrícia Dutra
(61) 9264-7774 / 3433-1103
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Cassel:
“Reforma agrária é opção da sociedade brasileira”
O ministro do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, definiu a reforma agrária como
“opção da sociedade brasileira em busca do
desenvolvimento estrutural e sustentado do país”. A
afirmação ocorreu durante a abertura do seminário
Desenvolvimento e Questão Agrária no Brasil, na última
quarta-feira (27), em Brasília.
Cassel enfatizou, também, a necessidade de qualificação
das ações em prol da reforma agrária, respondendo à
diversidade regional do país, à ocupação racional do
território e das terras públicas e à necessidade
produtiva dos assentamentos . “Apesar de termos assentado
um número recorde de famílias nos últimos quatro anos, a
demanda cresceu. É importante garantir esse ritmo de
assentamentos, mas queremos promover alterações
significativas na qualidade dos assentamentos”. De 2003 a
2006, o Governo Federal assentou 381.419 famílias.
O ministro destacou, ainda, que o seminário é um esforço
para atualizar vários pontos relacionados ao
desenvolvimento sustentável e à reforma agrária, a partir
do olhar de diferentes pesquisadores. “Sabemos de antemão
que devemos ter respostas firmes para questões complexas do
desenvolvimento agrário. O nosso objetivo com este seminário
é sair daqui com riqueza de informações”.
Desenvolvimento nacional
Além do ministro do Desenvolvimento Agrário, a mesa de
abertura do seminário, intitulada “Debates atuais sobre
desenvolvimento nacional”, contou também com o
pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e secretário
de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego,
Paul Singer, que fez relato histórico dos ciclos
desenvolvimentistas no país através do século 20.
Singer destacou que a reforma agrária se tornou uma
necessidade para o desenvolvimento nacional na década de
50, materializada através do surgimento das Ligas
Camponesas. Segundo o professor da faculdade de Economia da
USP, a reforma agrária teria hoje outro objetivo.
“Hoje 80% da população brasileira é urbana. A reforma
agrária não é indispensável apenas para o mercado. A
questão agrária envolve uma escolha ideológica, ética e
de preservação social. E também ecológica, em tempos de
aquecimento global. Considero a agroecologia a vanguarda da
produção de conhecimento e do modo de produção. O fato
de os agricultores se organizarem em cooperativas é um bom
indício de uma economia solidária”.
Em seguida, o pesquisador da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) Reginaldo Moraes enfatizou que a reforma
agrária surgiu como alternativa à crise do modelo de
industrialização brasileira. “A divisão do trabalho
industrial chega com muita dificuldade na agricultura. Hoje
caminhamos muito mais em direção à agricultura familiar
agroecológica como um modelo estável”.
Comunidades tradicionais
Já o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
Alfredo Wagner ressaltou a manifestação de diferentes
formas de ocupação de terras tradicionais, como indígenas,
seringueiros, quilombolas, quebradeiras de babaçu, fundo de
pasto e outras.
Para ele, a atual estrutura fundiária brasileira vai contra
essas manifestações. “A monocultura de exportação é o
único modelo econômico estável desde o Descobrimento. Os
grandes problemas de desenvolvimento agrário hoje passam
pela insuficiência desse modelo para esses grupos e
comunidades”.
Modelo agrícola e agrário
Na parte da tarde do primeiro dia, o Seminário
Desenvolvimento e Questão Agrária no Brasil contou com a
mesa “Desenvolvimento no Campo, Modelo Agrícola e Agrário
– as partes e o todo”. Os expositores Guilherme Dias, da
USP, Guilherme Delgado, do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), e Mauro Borges, da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG), reuniram-se para abordar o tema do
desenvolvimento relacionado à diversidade de formas
produtivas – como a agricultura familiar –, analisando
também o papel do Estado.
As exposições giraram em torno da revisão dos índices de
rendimento da agricultura brasileira, do crédito rural e da
produtividade e das relações de trabalho nos
assentamentos, discutindo-se um modelo alternativo de
desenvolvimento.
Sobre o seminário
O seminário Desenvolvimento e Questão Agrária no Brasil
aconteceu nos dias 27 e 28 de junho, organizado pelo MDA,
por meio do Núcleo de
Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD), e
pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo
foi promover a reflexão sobre as atuais experiências rumo
à solução das questões nacional e agrária do país,
buscando novos caminhos e novas construções teóricas e
políticas.
O seminário propôs um retorno ao debate histórico que
sempre ligou os projetos de reforma agrária a um programa
maior de desenvolvimento nacional.
Com informações do MDA
25 de junho
de 2007
Seminário
debate desenvolvimento e questão agrária no Brasil
Refletir
sobre as atuais experiências rumo à solução das questões
nacional e agrária do País, buscando novos caminhos e
novas construções teóricas e políticas. Esse é o
objetivo central do seminário “Desenvolvimento e Questão
Agrária no Brasil”, que o Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA) promove, por meio do Núcleo
de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD),
em parceria com a Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), e com apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, irá
realizar a abertura do evento, que acontece nos dias 27 e 28
de junho, no Auditório do Subsolo do Bloco A, na Esplanada
dos Ministérios, em Brasília. O encontro é aberto e
dirigido a formuladores e gestores das políticas públicas
de desenvolvimento rural e de órgãos públicos associados
ao tema, especialistas, professores e estudantes universitários
e lideranças de movimentos sociais.
O seminário propõe, em linhas gerais, um retorno ao debate
histórico que sempre ligou os projetos de reforma agrária
a um programa maior de desenvolvimento nacional. Na primeira
mesa, “Debates atuais sobre desenvolvimento nacional”,
essa retomada será feita por meio da análise do momento em
formação e da identificação de possíveis relações com
a questão agrária. Participam Paul Singer, da Universidade
de São Paulo (USP), Reginaldo Moraes, da Unicamp, e Alfredo
Wagner, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Para discutir o tema desenvolvimento relacionado à
diversidade de formas produtivas, – como a agricultura
familiar – analisando também o papel do Estado, será
realizada a segunda mesa, “Desenvolvimento no campo.
‘Modelo agrícola e agrário’ - as partes e o todo”.
Os debatedores serão Guilherme Dias, da USP, Guilherme
Delgado, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), e Mauro Borges, da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG).
“Reforma Agrária hoje” é o tema da terceira mesa do
seminário, que trará José Graziano da Silva,
representante regional da FAO para América Latina e Caribe,
Moacir Palmeira, do Museu Nacional e Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ), e João Pedro Stédile, dirigente do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
O objetivo da mesa de fechamento do evento, “Uma agenda
estratégica para a reforma agrária”, é promover o
intercâmbio de elaborações entre diferentes vertentes de
abordagem da questão agrária brasileira, buscando
reinserir o tema na questão nacional. As discussões serão
feitas por Sérgio Leite, do Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), Heloísa
Starling, da UFMG, e pelo economista Carlos Henrique Árabe.
Sentimento de Reforma Agrária,
Sentimento de República
Durante o seminário “Desenvolvimento e Questão Agrária
no Brasil”, o NEAD e a UFMG apresentarão dois produtos
resultantes da parceria iniciada entre as instituições em
2004: o livro e o CD-ROM “Sentimento de Reforma Agrária,
Sentimento de República “. As produções recuperam a
discussão sobre a questão agrária feita pelas diferentes
tradições do pensamento brasileiro.
O livro é uma coletânea de textos acadêmicos que, segundo
explicam os autores no prefácio, focou o tema proposto em
dois suportes conceituais principais: “o tema da tradição,
responsável por demarcar, no tempo e no espaço, características
distintivas da formação social e histórica brasileira; e
o conceito de utopia, através do qual foi possível reforçar
um traço crítico e criativo em movimentos sociais e políticos,
como o de Canudos, que descobriam novas formas de vida
guiados pelo desejo de uma sociedade justa e boa”.
O CD-ROM procura tornar amplamente acessíveis os resultados
da pesquisa, aproveitando, também, os variados recursos que
o suporte oferece. O CD convida o usuário a descobrir o
universo agrário através de personalidades e ícones da
história agrária do país. Além dos textos, o CD traz um
vasto material fotográfico, mapas, trechos de filmes
escolhidos entre mais de 300 produções pesquisadas e músicas
populares que remetem ao tema.
Programação
27 de junho – quarta-feira
8h30 - Abertura
Guilherme Cassel – Ministro do Desenvolvimento Agrário
9h a 12h
Debates atuais sobre
desenvolvimento nacional
Paul Singer – USP
Reginaldo Moraes – Unicamp
Alfredo Wagner – Ufam
12h a 14h
Intervalo
14h30 a 18h
Desenvolvimento no campo.
“Modelo” agrícola e agrário – as partes e o todo
Guilherme Dias – USP
Guilherme Delgado – Ipea/MP
Mauro Borges – Cedeplar/UFMG
28 de junho – quinta-feira
8h30 a 12h
Reforma Agrária hoje
José Graziano da Silva – FAO e Unicamp
Moacir Palmeira – Museu Nacional e UFRJ
João Pedro Stédile – MST (a confirmar)
14h30 a 18h
Uma agenda estratégica
para a reforma agrária
Heloisa Starling – UFMG
Carlos Henrique Árabe – Economista
Sérgio Leite – CPDA/UFRRJ
Aviso de
Pauta: Convidados internacionais participam da conferência
A
III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional terá a participação de mais de 40
especialistas, representantes de governo e de organismos
internacionais vindos de 17 países. Entre eles, o diretor
geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação
e Agricultura (FAO), Jacques Diouf.
O
evento terá a presença também de personalidades
brasileiras de grande simbologia para o tema no País,
como Anna Maria de Castro, filha de Josué de Castro,
patrono do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Consea).
Jacques
Diouf (FAO) - Senegalense, Diouf é diretor geral
da Organização das Nações Unidas para a Alimentação
e Agricultura (FAO) desde 1993.
Barbara
Ekwall (FAO) - Diretora da Unidade sobre Direito
à Alimentação da FAO, chefiou uma missão oficial ao
Brasil, em março, para avaliar as ações de promoção
do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA),
desenvolvidas no país com apoio da organização.
José
Graziano da Silva (FAO) - Representante regional
da FAO para a América Latina e Caribe, Graziano foi um
dos autores do Projeto Fome Zero e ministro da Segurança
Alimentar e Combate à Fome, no início do governo Lula.
José Carlos Tubino (FAO) - Representante
da FAO no Brasil.
Frank
Mischler (FAO) - Integrante da Unidade sobre
Direito à Alimentação da FAO, o economista monitora os
projetos de promoção do Direito Humano à Alimentação
Adequada (DHAA) no Brasil e participou da missão da FAO,
juntamente com Barbara Ekwall.
Víctor
Suárez Carrera (México) - Deputado no México,
é diretor executivo da Asociación Nacional de Empresas
Comercializadoras de Productores del Campo (ANEC). É
membro do Movimento Internacional Vía Campesina, da Rede
Internacional Agricultura Campesina e Mundialização e da
Rede Interamericana Agricultura e Democracia.
Elizabetta
Recine (Brasil) - Mestre em Fisiologia e doutora
em Saúde Pública, a coordenadora-técnica de Projetos da
Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos
(ABRANDH) trabalha no Uruguai. É professora Adjunta do
Departamento de Nutrição e coordenadora do Observatório
de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN)
do Núcleo de Políticas Públicas da Universidade de Brasília.
Delegações
- A Conferência também será a oportunidade
para que delegações de outros países possam conhecer
mais sobre as iniciativas de combate à fome no Brasil. É
o caso dos representantes da Índia, que lideram uma
mobilização no país pelo direito à alimentação, e
que estarão em Fortaleza. Destacam-se também a delegação
de Moçambique e a de Angola, estão implementando políticas
de segurança alimentar e nutricional semelhantes à
brasileira.
RedLAyC -
Participarão também representantes da Rede Latino
Americana e do Caribe de Segurança Alimentar e
Desenvolvimento Sustentável (RedLayc), que vem
acompanhando de perto a experiência brasileira.
Informações
para a Imprensa
Assessoria de Comunicação do CONSEA
(61) 3411-2576 / 3279 / 3349 / 3483
(61) 8122-6965 / (61) 8127-6238
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